A meta principal da Conservação Preventiva é o estudo e o controle das principais fontes de degradação. Constitui-se, na realidade, em uma série de medidas preventivas contra a ação dessas fontes de degradação, com a finalidade de evitar o alastramento e a disseminação de seus efeitos danosos. Em linhas gerais, os principais agentes de destruição de acervos podem ser divididos em três categorias: fatores internos de degradação; fatores externos ou ambientais de degradação; ação do homem sobre o acervo. Os fatores internos de degradação são males inerentes à sua própria estrutura, no caso do mármore em exposição à oscilações climáticas e agentes biodeteriorantes, como fungos, vegetações rasteiras, fezes animais, bem como o manuseio de forma errada.
São intervenções de menor complexidade e baixo custo que possibilitam prevenir danos maiores e, freqüentemente, irreversíveis, tais como:
· Roubo, furto, vandalismo e esquecimento facilitados pela carência de políticas de gerenciamento e proteção efetivas e/ou pela ausência de sistemas de segurança;
- Desmoronamento causado por desestabilização estrutural;
- Deterioração causada pela interrupção da utilização cotidiana do edifício;
- Incêndio provocado por instalações elétricas improvisadas.
- Ar/Ventos, condições da atmosfera que podem causar danos como erosão e abrasões, transporte de atmosferas poluídas e de particulados, manchas, substrato para a biodeterioração.
- Vibrações causadas por tráfego pesado de veículos, tráfego de pessoas (objetos delicados), explosões, que abalam as estruturas podendo vir a desprender partes constituintes.
- Agentes biológicos: biodeterioração, bactérias, liquens, algas e fungos.
- Xilófagos: Microorganismos e macro organismos.
- Cupins (isópteros).
- Plantas: vegetais superiores, raízes de plantas aéreas e trepadeiras (gameleira, aroeira, embaúba).
- Pássaros: pombos (excrementos e invasão de espaços para ninhos)
- Dinâmica de substituição ou sucessão de monumentos (por motivos políticos e econômicos).
- Embelezamento das cidades e desejo de alteração da sua composição original. (motivados pelo progresso social e higiene pública).
Metodologia Recomendada para Instituições Detentoras de Acervos Culturais
· Diagnóstico
Elaboração de exames e diagnóstico do estado de conservação de edificações e de suas coleções, envolvendo análise do clima, meio-ambiente, materiais e técnicas utilizadas a sua construção, além das rotinas de manutenção.
· Manual de Rotinas
Conjunto de recomendações voltadas para o controle das condições climáticas e das rotinas de manutenção das edificações e coleções nelas armazenadas. Após uma intervenção preventiva, são revertidos os agentes deteriorantes e estabelecidos os parâmetros ideais para exibição e armazenagem das obras, além da manutenção da infraestrutura do prédio; o manual deve ser entregue à instituição para que seus técnicos o utilizem como referencial no seu gerenciamento. Locais mais salubres para desenvolvimento da museografia, controle da qualidade da atmosfera, entre outras recomendações, são indicados nos referidos manuais.